Usinas de Energia solar são viaveis para pequenos investidores?Entenda as oportunidades e desafios desse tipo de empreendimento

sexta, 11 de dezembro de 2020
As UFVs (Unidade Fotovoltaicas), também chamadas de Usinas Solares, Complexos Fotovoltaicos ou Parques Solares, poderão representar em 2050 até 16% da capacidade instalada total da matriz energética brasileira conforme o Plano Nacional de Energia divulgado pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética).
Essa fonte de energia é considerada uma das mais limpas, com potencial de escala e também uma das mais democráticas viabilizando empreendimentos energéticos de todos os tamanhos. 
Essa fonte de energia é considerada uma das mais limpas, com potencial de escala e também uma das mais democráticas viabilizando empreendimentos energéticos de todos os tamanhos.
Com impulsionamento da geração distribuída (onde o consumidor do mercado cativo viabiliza a sua própria geração) a energia solar tem apresentado crescimento exponencial.
 
CENÁRIO NO BRASIL
A energia solar é a fonte renovável com maior crescimento em capacidade instalada no mundo, e no Brasil não tem sido diferente, devido ao enorme território e aos altos índices de incidência solar por quase toda a geografia , viabilizando empreendimentos solares em  muitas regiões.
Além disso, a modularidade e adaptabilidade da tecnologia fotovoltaica permite o crescimento de projetos em diferentes escalas, centralizados e distribuídos, onde a estratégia é gerar grandes volumes de energia em locais mais remotos ou próximos à geração da carga (consumo de energia), reduzindo os custos de transmissão e distribuição de energia.
O crescimento esperado para os próximos anos indica que teremos muitas UFVs no Brasil em operação comercial. A escassez de chuvas, a pressão ambiental sobre a geração termelétrica, a necessidade de a geração estar cada vez mais próxima ao centro de consumo e o empoderamento dos consumidores, são fatores determinantes para impulsionar o desenvolvimento do segmento no País.
 
GERAÇÃO SOLAR CENTRALIZADA
São empreendimentos que demandam consideráveis áreas territoriais e são afastados dos centros de consumo. A grande maioria desses empreendimentos estão no chamado mercado livre de energia, onde fazem a venda de energia ou participam de leilões de energia junto às distribuidoras, em que, grandes volumes são comercializados em troca de contratos de longo prazo.
Um dos desafios dessa modalidade é a interpretação das normas e a viabilização dos empreendimentos. Alguns investidores acreditam se tratar de um mercado complexo e obscuro, disponível apenas para grandes grupos econômicos. Porém com a consultoria adequada são empreendimentos previsíveis, seguros em um segmento que está sempre em alta, o da energia.
O acompanhamento da performance da usina se torna algo obrigatório, utilizando os dados de geração de energia principalmente para o atendimento regulatório e de seus contratos, mas também no uso de análises preditivas e para necessidades de manutenção. Mas não basta simplesmente adquirir os dados através do inversor ou um medidor inteligente, é preciso uma equipe capacitada para analisar e operar o empreendimento, visando o atendimento regulatório e o cumprimento dos contratos.
 
GERAÇÃO DISTRIBUÍDA
Geração Distribuída (GD) é o termo dado à energia elétrica gerada no local de consumo ou próximo aos grandes centros de consumo. Essa modalidade de geração possui alguns limites de potência e tecnologia, até o momento a regulação prevê que a usina de Geração Distribuída poderá ter no máximo 5MW de potência instalada. A GD é um segmento relativamente novo no Brasil, mas com um alto ritmo de crescimento. Conforme o levantamento realizado pelo Canal Solar, com base nos dados da ANNEL, a Geração Distribuída no Brasil obteve alta de 77,83% no primeiro semestre de 2020 em comparação ao mesmo período de 2019.
o   Geração Distribuída junto à Própria Carga: uma única residência, comércio ou indústria, gerando a energia e consumindo no mesmo local; 
o   Empreendimento com Múltiplas Unidades Consumidoras (EMUC): Condomínios horizontais ou verticais, residenciais ou comerciais, onde a energia gerada pelo condomínio pode ser rateada entre os condôminos; 
o   Autoconsumo Remoto: duas ou mais unidades consumidoras que pertencem à mesma pessoa física ou jurídica, onde uma unidade gera energia para ser compensada nas demais unidades;
o   Geração Compartilhada: consumidores diversos reunidos em cooperativa ou consórcio com o propósito de usufruir dos créditos de energia gerados pela usina.
A Geração Distribuída é atrativa para o setor de redes empresariais, com múltiplas unidades consumidoras agregadas por CNPJ, como por exemplo para unidades varejistas onde a conta de energia é um dos maiores custos da operação, perdendo somente para a folha de pagamento. 
A GD também possui um cunho de empoderamento, onde o consumidor final pode escolher gerar sua própria energia ou, ainda, escolher consumir uma energia de fonte limpa, renovável e sustentável. Para ambos, as modalidades de Autoconsumo remoto e Geração Compartilhada são interessantes. Contudo, estes modelos trazem um grande desafio: gerir a compensação de créditos de diversas unidades consumidoras de forma fácil e assertiva.
 
ENERGIA SOLAR NA GD PARA INVESTIDORES
A maioria dos médios e pequenos investidores que pretendem investir em usinas solares, o fazem através da GD, muitas vezes com contratos de gaveta e sem segurança jurídica. Integradores de energia solar vendem a promessa de um investimento inovador e altamente rentável, mas estes mesmos desconhecem os por menores da regulamentação. 
Na maioria das vezes a estratégia a ser adotada para investidores é a construção e locação de usinas. Para separar cotas da usina e locar para vários consumidores, será necessária a adoção de uma personalidade jurídica de Cooperativa ou Consórcio. Sendo o maior desafio desses empreendimentos o gerenciamento e divisão dos créditos de energia, que devem ser realizados por uma empresa capacitada e com as tecnologias adequadas, para que não haja perdas dos créditos, ou até mesmo multas contratuais.
A gestão desses créditos é realizada pelos analistas e operadores através de softwares com algoritmos preditivos que buscam os dados automaticamente no monitoramento do sistema para tomar as decisão de maneira automática. 
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